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Realismo sobe ao ringue no game 'Fight night round 4'

Por Bruno Racktve em
Mecânica e gráficos caprichados elevam status do boxe virtual.
Lista de lutadores lendários impressiona pela quantidade e qualidade.


Quem nunca deu socos no ar fingindo ser um campeão dos ringues ao ouvir o tema de “Rocky, Um Lutador”? Mesmo que você não goste muito de lutas, o boxe é um dos esportes mais emblemáticos de todos. Tanto que até hoje foi o que teve maior sucesso em ser retratado na literatura e no cinema. Exemplos não faltam. E quando a Eletronic Arts lançou “Fight night 3”, as lutas de boxe finalmente passaram a ser bem representadas no mundo dos games. Mas ainda faltava realismo, e essa é a principal característica e virtude de “Fight night Round 4”.

Com uma equipe totalmente diferente de desenvolvedores que tinha seu predecessor, o jogo melhorou em todos os aspectos, como na mecânica dos movimentos, em detalhes absurdamente reais – gotas de sangue que chegam a respingar pelo ringue –, e principalmente nos detalhes físicos dos lutadores. A textura da pele dos personagens é incrivelmente humana, sofrendo deformações em tempo real de acordo com os golpes que você leva durante o combate.

Outro grande destaque nos gráficos é o efeito de descanso e contração dos músculos, que segue a física adequada aos movimentos de socos, esquivas, explosão e cansaço. E sem qualquer sinal de lentidão, serrilhados, bugs ou colisões.

Foto: Divulgação

Os detalhes são absurdamente reais. Suor e gotas de sangue chegam a respingar pelo ringue. (Foto: Divulgação) O bom e velho controle A única coisa que se manteve fiel à versão anterior do game é o esquema de controles, chamado de "Total Punch Control", um sistema que pode parecer complicado e sem precisão para os ainda não iniciados na série.

Os dois botões analógicos seguem sendo a "espinha dorsal". O esquerdo comanda a movimentação do lutador, enquanto o direito desfere os socos nas direções indicadas. Já os botões superiores - em conjunto com os analógicos - servem para esquiva, bloquear as investidas do adversário e dar golpes mais poderosos, extremamente importantes em “Fight night 4”.

Quem não está acostumado com o controle pode levar algum tempo para pegar o jeito, pois é necessária coordenação para acionar tudo com precisão. Isso sem contar com os botões tradicionais, que têm funções mais específicas, porém não tão utilizados numa luta, como empurrar um adversário que o está encurralando contra as cordas, dar um "clinche" (agarrar o outro lutador para recuperar o fôlego), ou mesmo para jogar sujo e dar umas cabeçadas. Mas nada de morder a orelha ao estilo Mike Tyson.

Contudo, quando se pega o jeito o sistema funciona de forma muito fluida e intuitiva, dando o ritmo dinâmico que um combate de boxe real exige. Além do fato de que a EA anunciou que em setembro disponibilizará online um novo pacote que permite a personalização dos controles.

Foto: Divulgação

Manny 'Pacman' Pacquiao faz um belo estrago no rosto de seu adversário. Personagens sofrem deformações em tempo real de acordo com os golpes que levam durante o combate. (Foto: Divulgação) A defesa é o melhor ataque Ao contrário da versão anterior da série, que tinha um estilo mais "arcade", ou seja, em que a defesa não tinha lá uma importância capital para o resultado do combate, em “Fight Night 4” não adianta tomar apenas cuidados básicos e bater sem perdão. Aqui o que vale é o realismo, e cada golpe levado ou rechaçado faz a energia de seu lutador se esgotar. Para vencer um combate é preciso defender, defender e defender mais um pouco. Desenvolver o "feeling" do ataque de seu adversário é essencial. Na "vida real" se luta mais com o cérebro do que com os punhos. E os resultados são imediatos, pois ataques e defesas bem sucedidos a cada round acumulam pontos que ajudam na recuperação do lutador em seu corner.

Além disso, cada lutador tem seu estilo e suas características físicas. Maior envergadura ajuda na luta "por fora", mais distante. Para manter esse tipo de luta, deve-se investir nos "jabs", socos menos potentes que mantém o adversário ao alcance de seus braços longos e preparam para golpes mais poderosos. Já os mais atarracados levam mais vantagem "por dentro", o que significa um combate mais colado, truncado e traiçoeiro, onde um "upper" (o soco de baixo para cima) é mortal.

Os treinamentos estão mais variados, só que mais difíceis. Agora você vai ter de suar pra valer nas academias, mas essa característica gera um ganho interessante ao sistema de pontuação de qualidade de cada lutador, que muito ganhou em complexidade e, por conseguinte, em realismo.

Foto: Divulgação

Os treinamentos estão mais completos e difíceis. E não adianta, se não treinar direito seu lutador não evolui como deveria. (Foto: Divulgação) Um estrela vai brilhar O modo carreira ainda é o grande barato da série, mas em “Fight night 4” está muito mais completo, com um esquema que permite a cada jogador controlar o calendário de lutas e manter boas estatísticas de popularidade, escolhendo o adversário mais interessante, na melhor data e nos ringues mais famosos. Porém, agora, além da opção de criar seu próprio personagem, há a possibilidade de também jogar desde o início com lendas do esporte no "Legacy Mode". Entre elas estão: Muhammad Ali, George Foreman, Joe Frazier, "Sugar" Ray Leonard, Mike Tyson, Lennox Lewis, Jake LaMotta (eternizado por Robert DeNiro no filme “O Touro Indomável”, de Martin Scorsese), Julio Cesar Chavez e até Arturo Gatti, que recentemente foi assassinado no Brasil.

Foto: Divulgação

Entrada dos lutadores é totalmente personalizada, com música, efeitos de luz, fogos e gelo seco. Na foto Arturo Gatti, ítalo-canadense campeão dos super pena em 1995. (Foto: Divulgação) O modo de construção de personagens traz novidades. O jogo aceita o uso de fotos para que o lutador em questão tenha as feições mais próximas do rosto do jogador. Essa opção ainda não tem um resultado espetacular, mas já é um bom começo, ainda mais porque isso deixa o modo multiplayer online ainda mais legal, já que lutadores criados podem ser compartilhados. Aliás, jogar contra adversários humanos é sempre mais interessante, pois mesmo que a inteligência artificial do game seja muito boa, a imprevisibilidade de adversários reais é incomparável às táticas muitas vezes manjadas da máquina. Gigantes do Ringue “Fight night 4” é uma evolução muito bem vinda e já pode, sim, ser considerado o melhor jogo de boxe da história dos games. O ponto fraco fica para a trilha sonora não muito variada, mas a grande diversidade em materiais de todas as grandes fabricantes, e principalmente a opção de se personalizar tudo, de luvas à entrada de seu lutador no ringue, acabam por compensar esse problema.

Outra opção que faz falta são os combates históricos, como: Ali vs Foreman em Kinshasa, no Zaire (belamente retratada no documentário “Quando Éramos Reis); Ali vs Frazier em Manila, nas Filipinas; as seis lutas memoráveis dos eternos rivais LaMotta e ‘Sugar’ Ray Robinson; os embates entre Julio Cesar Chaves e o quase invencível Roberto “Manos de Piedra” Duran... só para dar alguns exemplos. Mas quem sabe você fará história com uma dessas batalhas históricas? E aí, vai encarar?

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